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Abra a Boca!

por Fábio Bibancos

Perfil Fábio Bibancos é dentista e presidente da OSCIP Turma do Bem

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WWF e uma ilustração genial

Por Fábio Bibancos
29/04/13 13:30

Um grande desafio para qualquer organização social é conseguir ilustrar a importância de sua causa. Fazendo, assim, com que a sociedade se sensibilize com seu trabalho.

Nesse sentido, o WWF fez uma campanha muito contundente… e simplesmente genial!


Pegando carona nessa ideia de comparações, proponho uma reflexão: segundo a última pesquisa do PNAD, 20% da população brasileira jamais foi ao dentista. Isso dá um total de 38.789.378 pessoas.

Se todas elas formassem um país a parte, ele seria o 33° mais populoso do mundo. Maior que a Polônia, que tem 38.441.588 habitantes. Três vezes maior que Portugal, que possui 10.676.910 habitantes. Dá pra não fazer nada?!

Pense nisso!

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Delicias del Perú

Por Fábio Bibancos
26/04/13 13:30

Como em todo ano, recebi o convite para participar do Fórum Econômico Mundial. Pereceu-me um pouco diferente, no entanto, sua realização em Lima, Peru.

Minhas expectativas com relação ao país não eram as melhores e pensei que seria apenas mais uma simples viagem. Ao chegar, deparei-me com uma cidade estranha e, claro, nova. E no transcorrer das horas descobri que o Peru tinha muito mais para me mostrar do jamais imaginara.

Os peruanos, e os cidadãos de Lima, me deixaram de boca aberta – ou fechada, melhor dizendo. Seu alto engajamento em responsabilidade social, sua gastronomia exótica e deliciosa, suas maravilhas andinas e suas outras excentricidades não têm limites.

São profundamente gratos e respeitosos à terra onde nasceram e se orgulham de sua comida internacionalmente conhecida. Sorriem frente ao menor gesto… e têm me encantado!

Entretanto, como nem tudo é mel, o trânsito é tão caótico que parece que nunca anda, sempre fazendo com que cheguemos atrasados em qualquer lugar. Menos mal que eles continuam sorrindo…

Sei que nosso caminho no Peru será grande e firme, nesta maravilhosa terra de novos descobrimentos e, claro, novos “Dentistas del Bien”, como eles chamam por aqui.

……..

Como cada año, la invitación al Foro Económico Mundial llegó. Me pareció un poco diferente que fuera a realizarse en Lima, Perú.

Mis expectativas no eran las mejores en referencia al país y pensé que sería un simple viaje más. Al llegar me deparé con una ciudad un tanto extraña y claro, nueva a mi parecer. En el transcurso de las horas descubrí que Perú tenía para mostrarme mucho más de lo que jamás imagine.

Los peruanos, los limeños, me han dejado de boca abierta, o cerrada mejor dicho. Su alta inversión en responsabilidad social, su exótica y deliciosa gastronomía, sus maravillas andinas y sus otras tantas excentricidades no tienen límites.

Son profundamente agradecidos y respetuosos a la tierra donde nacieron y se enorgullecen de su comida ya famosa e internacionalizada. Sonríen ante el mínimo gesto y me tienen encantado.

Pero como no todo es miel, el tráfico caótico que parece que nunca avanza y ni que decir de los conductores locales y taxistas que manejan asustadoramente y que siempre hacen que llegue atrasado a cualquier lugar. Menos mal que ellos continúan sonriendo…

Sé que nuestro camino en el Perú será largo y firme en esta maravillosa tierra de nuevos descubrimientos y claro de nuevos Dentistas del Bien, como les llaman por aquí.

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Quando caridade vira empreendedorismo (ou, como resolver os problemas do mundo)

Por Fábio Bibancos
25/04/13 13:30

Gostaria de compartilhar com vocês um TED indispensável pra quem está envolvido com empreendedorismo social.


Pra ver o vídeo com legenda, clique aqui.

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Good News

Por Fábio Bibancos
24/04/13 13:30

Não sei se vocês viram… Há alguns dias saiu a notícia de que Barack Obama vai devolver, mensalmente, 5% do próprio salário ao Tesouro Americano. O motivo: solidariedade aos os funcionários públicos federais que terão de sair de licença não remunerada por conta de cortes orçamentários (clique aqui).

Vejam só… Obama ganha 400 mil dólares por ano… os 5% vão representar 20 mil dólares de volta aos cofres públicos. Justamente o valor total dos cortes.

E não para por aí. Chuck Hagel, secretário da Defesa, e Ashton B. Carter, vice-secretário, também vão devolver parte dos salários proporcional às perdas dos empregados do departamento.

Não sei se é populismo… sabe aquelas ações grandiloquentes pra fazer carinho na opinião pública?

Entretanto, que é bom de ver notícias assim… ah, isso é! Dá um pouco de esperança… vai que essa moda pega aqui no Brasil?!

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#EuFuiNoMandandoBEM

Por Fábio Bibancos
23/04/13 13:25

Como dito em posts anteriores, a TdB está desenvolvendo um curso gratuito de aperfeiçoamento profissional para voluntários do projeto Dentista do Bem: o MandandoBEM (clique aqui). Nosso objetivo com ele é valorizar cada vez mais os profissionais que abraçaram nossa causa, garantindo que eles prosperem, cada vez mais, em seus consultórios.

A primeira turma foi um sucesso! Estamos recebendo feedbacks muito positivos de quem participou. Muitos inclusive já estão colocando em prática algumas das dicas do curso:

“Amei o MandandoBEM, um curso dinâmico e prático, com muitas dicas para o nosso dia a dia. Daniel Brito, uma pessoa maravilhosa e inteligente, sempre atencioso, deixando o clima do curso o mais agradável possível e com um gostinho de quero mais… A TdB acho que nem precisa comentários…que recepção!!! E também a oportunidade de rever e fazer novos amigos… muito bom… Com certeza voltei renovada e com muita vontade de mudanças. Obrigada ao MandandoBEM… Eu recomendo” – Dra. Renata Catapani, Coordenadora de Cravinhos/SP

“Dizer o quanto foi bom o curso MandandoBEM é repetir mais do mesmo. Pra mim, além de uma experiência profissional a mais, tenho que ressaltar que os aprendizados foram também para a minha vida pessoal. Com uma abordagem muito dinâmica e exemplificada com situações do nosso dia-a-dia, tudo fica mais fácil de absorver e aplicar. Além do mais, temos a experiência e a habilidade de um profissional muito capacitado e atuante no nosso meio. Isto nos dá a segurança de discutirmos sobre situações inerentes à nossa profissão. Enfim, tenho certeza que ao final saímos todos ‘Mandando Bem’ de mais esta experiência com a ajuda da TdB e dos nossos patrocinadores, Amil Dental e Dental Cremer, a quem agradeço imensamente a oportunidade”. – Dra. Kátia Lima, Coordenadora de Guaxupé/MG

“Foi sem duvidas um divisor de águas no meu cotidiano de consultório, me atentei a necessidades existentes, a dificuldades e a alguns problemas na minha administração, percebi que me adequando e colocando em ação todas as dicas e ensinamentos do Daniel Britto sem duvidas eu estarei #MandandoBem no meus negócios! Aconselho a todos a fazer esse curso, é uma troca de experiências, um encontro de soluções , um aprendizado MARAVILHOSO e DENTISTA pode sim ser um ótimo administrador, agora DEPOIS DESSE CURSO eu tenho certeza disso! ” – Dra. Bianca Machado Bahiense, Coordenadora de Marataízes/ES

“Para mim esse curso foi uma lição de vida, o melhor que já fiz em toda minha vida. Tudo que foi dito parecia tocar em mim, nos erros e acertos, do meu convívio. Não vai ser um simples diploma ou certificado que fica na parede ou na gaveta, mas sim um conhecimento que ficará para sempre em minha vida!” – Alessandra Monteiro Almeida – Administradora da Clínica da Dra. Silvia Barella, Coordenadora de São Paulo/SP

Pra mim isso é o mais importante… Como já disse, ver os colegas que se engajaram em uma causa social se dando bem é motivo de muito orgulho. Eu quero que eles ganhem mais dinheiro, mais destaque, mais sucesso! Porque se tem alguém que precisa ser valorizado, são os dentistas do bem…

A próxima turma acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de maio. Se você é Dentista do Bem e gostaria de participar, basta entrar no nosso site (clique aqui) e preencher o formulário que nós entramos em contato.

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Esquentou!

Por Fábio Bibancos
22/04/13 16:16

Há muito tempo eu não sentia o orgulho que eu senti no dia de ontem. A participação dos dentistas do bem no “Esquenta!”, da Rede Globo, foi simplesmente de arrepiar! Superou muito as minhas expectativas – que, devo confessar, já eram bem altas!

Quando surgiu a possibilidade de participarmos do programa, eu fiquei extasiado. Parecia uma criança quando ganha um brinquedo novo. Tinha certeza que essa seria uma oportunidade única para a TdB. Além disso, preciso confessar: pessoalmente, eu sempre adorei o programa. Acho ele a cara da TdB. Uma geleia geral que junta tudo sem perder a alegria… nem a estética! Ali o brasileiro é retratado do jeito que ele é. Rico, pobre, não importa: é impossível não se reconhecer no meio daquela confusão!

E isso se deve à sensibilidade da Regina Casé. Ela conduz o programa com maestria, como se estivesse recebendo amigos em sua casa. E o resultado final não poderia ser melhor.

Eu e todos os dentistas do bem temos muito a agradecê-la hoje. Ela foi de uma generosidade ímpar conosco. Cedeu-nos um espaço gigantesco num dos horários mais nobres do domingo. E conduziu as entrevistas de modo a elevar o nosso trabalho – e, também, a nossa profissão. Graças a isso, conseguimos dizer a que viemos… dar o nosso recado. Não tenho palavras para explicar o que senti assistindo ao programa. Chorei muito!

E a repercussão disso tudo continua me impressionando. O meu telefone não pára de tocar. Nas redes sociais, estou vendo gente que não conhecia a TdB falando bem do que fazemos… e conversando com outros voluntários, descobri que o mesmo aconteceu com eles – inclusive com gente que nem foi no “Esquenta!”. Uma loucura!

Agora é voltar ao trabalho. Colocar a mão na massa, mesmo. Porque com tudo isso, nossa responsabilidade (que já era grande!) aumentou bastante. As pessoas estão nos olhando diferente… e esperam da gente cada vez mais! E nossa resposta deve ser cada vez mais jovens na cadeira do dentista!!

PS: Se você quiser ver o programa, clique aqui (para assinantes da Globo.com).

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Até que faz sentido...

Por Fábio Bibancos
19/04/13 13:30

Parou em minha caixa de email essa lista. Ela foi feita por um francês, Olivier Teboul, que atualmente mora em Belo Horizonte… e mostra seu ponto de vista sobre o Brasil em 65 itens diferentes (clique aqui para conhecer o blog dele). Eu adorei o que ele diz sobre nós!

“Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada sério.

– Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas já bastam para constituir uma fila.

– Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.

– Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hambúrguer se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plástico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca, mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.

– Aqui no Brasil tudo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: é gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vôlei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo é gay: também é gay.

– Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma máquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem em nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem concertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que são consideradas fora como extremamente masculinas, como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo…

– Aqui no Brasil, sinais exterior de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos cotas atingem valores estratosféricas.

– Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.

– Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral, ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camiseta qualquer é comum. Comum também é sair de roupas de esportes, mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.

– Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garçom, o garçom traz a cerveja de qualquer jeito.

– Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.

– Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na rádio.

– Aqui no Brasil, a vida vai devagar. É normal estar preso no trânsito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Aí tem que ser rápido e sair até antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora tenha só uma pessoa na sua frente. Aí demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, aí tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.

– Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.

– Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão, embora não considerem que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as músicas deles. Bares estão cheios de bandas cover.

– Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda – direita. Brasil é um país de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferença enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salário mínimo é bastante comum, e ganhar o salário mínimo ainda mais. As crianças de classe média ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões políticas. E de outro lado, existe um sistema de saúde público, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.

– Aqui no Brasil, é comum conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone.

– Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na prática “não vou não”.

– Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não está frio, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porém, aos domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão às moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.

– Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.

– Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o país tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então, se há tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitas? Por que existe até o conceito de vaga presa?

– Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida doce é muito doce. Até comida é muita comida.

– Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.

– Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porém, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara etc.

-Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.

– Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter trânsito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num país onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!

– Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.

– Aqui no Brasil, existem três padrões de tomadas. Vai entender porque…

– Aqui no Brasil, não se assuste se for convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. É ‘normal’.

– Aqui no Brasil, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba-se comendo uma mistura de tudo.

– Aqui no Brasil, o Deus está muito presente… pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.

– Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa…

– Aqui no Brasil, país com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silêncio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que lá na Itália, a lei do silêncio (também chamada de “omerta”) se refere a uma prática da máfia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.

– Aqui no Brasil, se acha todo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.

– Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.

– Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraçam, se tocam os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.

– Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo: “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.

– Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi “Hitch” umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.

– Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o quê? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o quê? Talvez eu que falte com a imaginação.

– Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.

– Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.

– Aqui no Brasil, as lojas, os negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da ‘América latina’. Não custa nada e ninguém vai conferir.

– Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América Latina. A cultura do resto da América Latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta lá. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de férias na América Latina (a não ser Buenos Aires ou Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil às vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.

– Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher…). Amor com rótulos.

-Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.

– Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. É natural acolher alguém novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferença do mundo. Obrigado, brasileiros.

– Aqui no Brasil, os brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. Tô esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.

– Aqui no Brasil, de vez em quando, no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido, mas não deixa de ser esquisito.

– Aqui no Brasil, tem um organismo chamado DETRAN. Nem quero falar disso, não saberia por onde começar…

– Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido na alavanca de mudança pra colocar o lixo.

– Aqui no Brasil, os brasileiros escovam os dentes no escritório depois do almoço.

– Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.

– Aqui no Brasil, a versão digital de ‘fazer fila’ é ‘digitar códigos’. No banco, pra tirar dinheiro, tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.

– Aqui no Brasil, o sistema sempre tá “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.

– Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma cópia (que o funcionário nem vai olhar), ou conferir que sua firma é sua firma.

– Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tem a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.

– Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.

– Aqui no Brasil, não tem água quente nas casas. Daí tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a água. Só tem um porém. Ou tem água quente ou tem um débito bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.

– Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.

– Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. Lá na França nem existe mandioca.

– Aqui no Brasil, tem o numero de telefone, tem um DDD e também um número de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.

– Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? – The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.

– Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.

– Aqui no Brasil, no táxi, nunca se paga o que está escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.

– Aqui no Brasil, marcar um encontro às 20:00 significa às 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.

– Aqui, Belo Horizonte é a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro.

Gostou? Compartilhe…”

Eu gostei e compartilhei… e você?!

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Pra dar um refresh na rotina

Por Fábio Bibancos
18/04/13 13:29

O cotidiano está ficando cada vez mais enlouquecedor! Principalmente nos grandes centros urbanos. É um tal de trânsito, horários a cumprir, cobranças, resultados a apresentar, reuniões… enfim, estresse sem fim!!!

Pra não pirar de vez, é sempre bom a gente virar as costas para a rotina e inovar… se jogar em alguma novidade!

Nesse sentido, Trident está com uma novidade beeeeem legal: a Trident Vibe Refresh. Ela é uma balada que acontece ao meio dia (a primeira do país!). E o seu objetivo é oferecer às pessoas uma experiência diferente na hora do almoço, quebrar o ritmo acelerado de São Paulo e dar uma refrescada nas ideias. Com comidas e bebidas não alcoólicas à vontade… e com um DJ para esquentar a pista.

Descobri o evento despretensiosamente. Durante uma reunião com a equipe de marketing da empresa, colocamos em pauta a necessidade de criarmos uma ação que beneficiasse os inscritos no projeto Estudante do Bem. E que gerasse um relacionamento entre nossos estudantes e a marca. No meio das ideias, surgiu a Vibe Refresh… Era a cara do nosso projeto.

Conclusão: amanhã… na pista da Royal SP (Rua da Consolação, 222), das 12h às 14h, os estudantes do bem vão se jogar na pista.

Se você não é Estudante do Bem, mas ficou curioso para saber como participar, clique aqui.

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Negócio social

Por Fábio Bibancos
17/04/13 13:30

Você sabe o que é um negócio social?!

É um negócio que gera impacto social relevante através de sua atividade principal (business core). Ou seja… trocando em miúdos: uma empresa que, ganhando dinheiro, age efetivamente em cima de um problema social. Um conceito diferente de ONG, que não tem fins lucrativos. Mas que consegue um impacto social tão importante quanto… muitas vezes, até maior.

Digo isto porque quando um negócio social é bom, todo mundo sai ganhando: a empresa e a sociedade. O que acaba gerando sua sustentabilidade – quanto mais a empresa ganha, mais a sociedade ganha, e vice-versa.

Quer um exemplo? Recentemente iniciamos uma parceria com a Dental Cremer. E com isso, demos início a um modelo de negócio social muito interessante.

As dentais são empresas que vendem todos os materiais que os dentistas precisam pra trabalhar, desde luvas descartáveis até resinas, material para aparelhos… Tudo, tudo mesmo! Sem elas, o dentista não poderia atender nenhum paciente. Elas fornecem a “matéria prima” da profissão! E também são responsáveis por um grande gasto dos consultórios…

Com a parceria, foi criada uma política especial de descontos para dentistas do bem, que varia de acordo com a quantidade de jovens beneficiários que ele atende gratuitamente em seu consultório:

– Se ainda não atende nenhum – até 10% de desconto;

– Se atende de 1 a 4 beneficiários – até 20% de desconto;

– Se atende de 5 a 9 beneficiários – até 25% de desconto;

– Se atende de 10 ou mais beneficiários – até 30% de desconto.

(Clique aqui para saber mais)

Quer negócio social melhor que esse?! Todo mundo sai ganhando… Ganha o projeto Dentista do Bem, que passou a contar com mais uma empresa mantendo sua estrutura de trabalho… Ganha o dentista voluntário, que começa a ganhar desconto em um gasto que ele teria, de qualquer jeito… Ganha a sociedade, já que para ganhar mais desconto o dentista atende mais beneficiários… E ganha a empresa, que conseguiu vender e fidelizar um público novo! É um círculo perfeito…

E quando eu vejo a resposta de nossos voluntários, só aumentam as minhas certezas:

– “Com o desconto, é como se a cada 03 meses eu tivesse um mês de dental de graça” – (Dr. Mário Eid – Araranguá/SC)

– “ 30% de desconto impacta bastante em meu orçamento… e atender 10 crianças quase não onera o meu consultório”. (Dr. Luiz Gustavo Oliveira – Teresina/PI)

– “Exelente entrega, os produtos chegaram na segunda de carnaval e eu ainda economizei R$ 600,00.” (Dra. Lucia Crema / Dentista do Bem em Lins, SP.)

– “Nunca comprei tanto para a minha clínica com tão pouco. Economizei R$ 500,00.” (Dr. Marcos Jordão / Dentista do Bem em São Paulo, SP).

– “Mesmo morando no interior do ES, chegou rapidinho! E ainda tive descontos em cima de produtos em promoção!” (Dra. Bianca Bahiense / Dentista do Bem em Marataízes, ES).

– “Além dos preços inacreditáveis, ainda entregaram 2 dias antes do prazo.” Dra. Silvia Barella / Dentista do Bem em São Paulo, SP.

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O anjo da guarda

Por Fábio Bibancos
16/04/13 13:30

Quem leu meu blog de ontem não imagina como foram os preparativos da capacitação…

Quando desenhamos o evento, imaginávamos que conseguiríamos trazer para São Paulo uns 20, no máximo 30 novos coordenadores. Afinal, não é todo mundo que se dispõe a sair do próprio consultório, deixar a família em casa e ir a outra cidade para conhecer melhor o trabalho de uma ONG. Mesmo com tudo pago.

Então, organizamos um budget que desse conta de oferecer uma boa estrutura para esse tanto de gente: hotel, alimentação, transporte… tudo para tratar nossos novos coordenadores como reis – o que sempre buscamos fazer com nossos voluntários!

Quando começamos as ligações, percebemos que tínhamos subvalorizado a aceitação dos dentistas… E o que era para ser 20 virou quase 50!

Minha alegria ao ouvir essa notícia só era comparada ao desespero de achar que não teríamos dinheiro para fazer um evento decente… com a “estética e alegria” que nos propomos a trabalhar sempre. Mais uma vez estávamos estrangulados!

Aí, não consigo explicar bem o porquê, aconteceu uma daquelas coisas que só acontecem com a TdB: no meio da loucura apareceu um anjo da guarda para resolver nosso problema!

Tenho a sorte de ser rodeado de gente com consciência social. Meus amigos e pacientes. Gente que nem dentista é… mas que, mesmo assim, veste a nossa camisa. Porque sabe a importância do que os dentistas do bem fazem na vida dos 35 mil jovens que já foram atendidos pelo projeto. E, por isso, está sempre a postos para nos ajudar.

Uma dessas pessoas atende pelo nome de Renato Spallicci. Ele é presidente da Apsen Farmacêutica. Sem eles (o Renato e a Apsen), nada do que aconteceu no sábado seria possível.

O Renato é meu paciente. Conhece o trabalho da TdB faz muito tempo. Uma ligação nossa e ele já topou ajudar de cara. Sem exigência nenhuma! Ajudou porque acredita no que fazemos… Simples assim!

E graças a essa ajuda – que está mais para voto de confiança do que patrocínio –, a Apsen tornou possível que 45 coordenadores de 41 cidades diferentes pudessem ser capacitados… e em pouco tempo fará com que centenas, talvez milhares de jovens possam se sentar pela primeira vez na cadeira do dentista!

Renato… não encontro palavras para demonstrar minha gratidão. Sem pessoas com você, não seríamos sombra do que somos hoje! Muito obrigado! Você é realmente um dos nossos anjos da guarda…

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